Tarancón é um grupo que une e mistura a música brasileira com a latino-americana, dos Andes ao Caribe, e ainda com influências africanas; inventando assim sua sonoridade e fazendo seu próprio caminho.
Com 44 anos de carreira e mais de 5 mil apresentações, é considerado um precursor da música latino-americana no Brasil.
A mistura sonora do grupo é criada unindo instrumentos originários dos Andes, como a quena (flauta de cana ou osso), a zamponha ou siku (similar à flauta de pan), a tarka (flauta ortoédrica de madeira de uma só peça com seis furos, também conhecida como anata, no norte da Argentina), o bombo leguero (bumbo de couro de ovelha ou guanaco), o charango (instrumento cordófono de 10 cordas ou mais, feito com carapaça de tatu, chamado de “Quirquincho”, ou madeira), com a viola brasileira, violão e baixo acústico, mais quatro venezuelano com flautas de origem amazônica, pífanos, kalimbas e queixadas recicladas de animais.
Com tudo isso, acontece a síntese entre a musicalidade do folclore e do cancioneiro latino-americano, o som do Tarancon.
Os shows são sinônimos de alta voltagem emocional e de público, pelo conteúdo das letras, mensagem, e a sua própria historia, traduzindo em música sua liberdade.

O Começo

”(...) Uma viola caipira, um atabaque verde com coqueiros do Jica, violão da Miriam, flauta doce D’Alice, os primeiros sons do Tarancón, banda brasileira que vira 4 décadas, 2 séculos, 2 milênios. E a inspiração de tudo isso foi Dercio Marques, junto com Zé Gomes (aquele que tocou com Elis, Elomar, Arthur Moreira e Renato Texeira), que ensinou a Tarancón os primeiros toques do bombo leguero.”, lembra Emílio, um dos fundadores e até hoje no grupo.
Outra lembrança marcante foi conhecer Mercedes Sosa. “E ela já conhecia o Tarancon!” ele comenta. Ela havia comprado os discos “Gracias a la vida” e “Lo Único que Tengo” em Buenos Aires. Nesta época Miriam cantou pra ela “San Vicente”. Ela adorou, e em pouco tempo já estavam juntos no palco Mercedes e Milton Nascimento.
Tudo isto à primeira vista, ao primeiro toque, ao primeiro som.
E logo tinha uns moleques “dando canja” nos shows: Almir Sater, Chico Cesar (lááááááá em Campina Grande) e mais outros. E surge uma marca inconfundível: a fusão da pintura e música nos palcos.
Grande invenção : Felix Nieto pintava telas enormes durante os shows com temas sempre ligados às musicas da banda, à America Latina, ao amor. Telas com pinturas e desenhos como as capas dos discos e que depois seriam inspiração para outros artistas, como por exemplo o Rappa.
O Tarancón até hoje mantém sua bem sucedida caminhada sem as luzes da mídia, mas com a infalível comunicação “boca a boca”. Lotando shows, encantando com suas sonoridades, somando ricas parcerias e experiências pelos palcos por onde passa.
É o Tarancón do novo milênio querendo o antigo e o novo, lutando por seus ideais!

Formação Atual

Emílio de Angeles – flautas andinas, percussão e voz
Jorge Miranda – baixo, charango e voz
Ademar Farinha – flautas andinas, violão e charango
Jonathan Andreoli – bombo leguero, bongô, cajón
Natália Gularte – percussão e efeitos
Maetê Gonçalves – canto
Federico Caravatti - baixo, violão e canto

Vídeos

Agenda

Discografia

Gracias a La Vita (1976)

Lo Único que Tengo (1978)

Rever Minha Terra (1979)

Bom Dia (1981)

Ao Vivo (1982)

Amazona Vingadora (1985)

Terra Canabis (1986)

Mama Hueé (1988)

Graças a La Vita (1992)

Vuelvo Para Vivir (1997)

Seleção de Ouro (2000)

Trilhas Sonoras e Prêmios

- Fé na Caminhada – Filme do diretor Conrado Berning, obra de D. Pedro Casaldaliga.
- Ameríndia - Filme do diretor Conrado Berning. Festival de Mannheim, Alemanha (1988). Melhor filme do terceiro mundo.
- 24º Festival de Cinema de Brasília (1991). Melhor filme (júri popular) e melhor fotografia (júri oficial).
- Troféu Margarida de Prata da CNBB/OCIC (1991). Melhor Filme Festival de Cinema de Vídeo do Maranhão (12ª Jornada).
- Melhor filme. Festival de Cinema de Havana - Cuba - Menção Honrosa.
- Fundação Cultural de Curitiba – Melhor Espetáculo do ano (1977/78).
- Festival dos Festivais da Rede Globo – 2º lugar e Melhor Arranjo (1985).
- Festival Botucanto – Prêmio Mercosul de melhor grupo latino-americano (2008).
- Escola Nacional Florestan Fernandes – Troféu Che Guevara – 80 anos do Che (2008).